Saiu a terceira parte do excepcional Everything is a Remix. Ele explica de maneira extremamente didática e incrivelmente cativante o que tentei argumentar há muito tempo atrás em um dos meus primeiros posts aqui no blog. Recomendo a todos.
Eu queria escrever um texto sobre entender o passado e enxergar o futuro. Tenho toda a teoria na minha cabeça, mas estou com preguiça de escrever. Vamos então fazer um exercício de pós-modernismo: vou colocar a chamada para minha ideia, uma breve explicação e várias imagens. Tenho certeza que será o suficiente para você entender meu raciocínio.
Arqueologia é um trabalho de adivinhação. Eu tenho certeza que metade dos artefatos que usamos para definir o dia a dia de culturas antigas não servia para nada do que imaginamos. Se um cataclisma interrompesse o registro gradual de conhecimento e num futuro distante arqueólogos tentassem recuperar fragmentos de nossa civilização a partir de objetos encontrados em escavações, eles nunca iriam concluir suas verdadeiras funções. Os museus desse futuro terminariam mais ou menos assim:
Existem práticas impossíveis de se deduzir por aqueles que não as vivenciaram.
O mesmo problema se aplica as tentativas de olhar para o futuro. Tudo que fazemos é recombinar os elementos que conhecemos. Tudo sempre acaba em carros voadores e geladeiras inteligentes.
Clique nas imagens para ampliar. As fontes são: Cracked, 9GAG e do meu Reader.
Gostaria de, por meio deste post, divulgar a lei Menezes, criada pelo maior gênio da internet nacional (quiçá mundial). Também conhecida como a Lei do Spoiler, ela visa evitar reclamações por parte daquele perdido/desinformado que faz parte de toda roda de amigos e sempre reclama quando alguém invoca referencias cinematográficas que ele não conhecia.
A LEI:
Estão liberados os comentários, inclusive sobre o final, de filmes lançados há mais de 2 anos.
Portanto se até hoje você não sabia que o Psiquiatra do Sexto Sentido, na verdade estava morto, azar o seu.
Via @rafb3, que acha que eu sempre entrego o final.
Montei uma pequena coleção de DVDs (originais) que eu considero capaz de proporcionar uma experiência de consciência alterada a quem assisti-los da maneira correta. Tenho um gosto específico quando se trata de humor, gosto principalmente de ironia com pitadas de nonsense, não sendo à toa que me identifico demais com o mestre George Carlin e a trupe inglesa do Monty Python.
Além disso, aparentemente não consigo resistir a uma dose diária de aleatoriedade. Eu retiro um prazer indescritível dos rápidos momentos de confusão que tenho ao ser exposto ao desconforto de situações incongruentes e que não fazem ou não deveriam fazer sentido. É a surpresa dentro da surpresa, o inesperado dentro do absurdo.
É importante ressaltar a diferença entre o humor nonsense e o humor pastelão. Salvo exceções, não acho a mínima graça em comédias no estilo dos seguintes filmes: Todo mundo em pânico, Os Espartalhões, Uma comédia nada romântica, etc.
Essa categoria de filmes não é nada mais do que baboseira em cima de referências pop, nada realmente inteligente.
Segue então a tríade que sustenta minha coleção de vídeos lisérgicos:
Don Hertzfeldt
Criador de vários curtas de animação, esse gringo consegue com maestria beirar a total falta de sentido com um humor ao mesmo tempo sarcástico e infantil. Traços simples e ideias aparentemente inconcebíveis a uma mente sóbria. Segue o curta pelo qual ele foi indicado ao Oscar:
Seth MarcFarlene
Famoso pela série animada Family Guy (no Brasil “Uma família da pesada”) ele entende como ninguém o poder do humor irônico/sarcástico que flerta de leve com o nonsense. Abaixo um episódio do Cavalcade of Cartoon Comedy:
Michel Gondry
Cineasta francês, provavelmente mais conhecido pela direção e roteiro do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (pelo qual ganhou o Oscar de melhor roteiro original) tem, em minha opinião, seu ápice na direção de clipes de artistas como Björk, The Chemical Brothers, The White Stripes. Se você é publicitário e não conhece o trabalho do Gondry, por favor, morra.