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Amigos.

By , 03/07/2011 9:21 pm

As marcas não são seus amigos.

Você só existe enquanto consumidor. Essa é a verdade que está abaixo de todas as outras camadas. Já vi gente tentar defender que não, mas essas pessoas trabalham para acionistas e eles não investem em empresas para fazerem amigos. Existem vários meios, mas dinheiro é sempre o único fim.

Logo

By , 20/12/2009 2:31 pm

Meu irmão diz que o curso de Publicidade e Propaganda é uma farsa, que qualquer um consegue ser publicitário e fazer suas próprias ações de comunicação, basta ter um pouco de bom senso e estar sóbrio pela manhã.

O que meu irmão não sabe é que é justamente por isso que fazemos quatro anos de faculdade, para desenvolver um pouco de bom senso e aprender a não trabalhar bêbado. A prova de que isso é necessário está em 90% de todas as propagandas e marcas que se vê por ai. A falta de noção do cidadão comum é tão grande e as bobagens que se encontram são tão avassaladoras que só se pode concluir que pelo menos uma das duas características citadas acima está sempre faltando.

Acha que eu estou exagerando? Você quer fazer um logo para uma empresa?

Ao criar um cativante logo para sua empresa, lembre do SMILE :)

Simples, Memorável (fácil de lembrar), Inovador, Livre de implicações sexuais e crimes históricos contra humanidade, Excitante.

E evite a todo custo os erros clássicos:

Erro Clássico #1

Seu primeiro instinto será criar um logo baseado em símbolos tipicamente relacionado ao Nazismo ou ao Terceiro Reich. Tente resistir ao impulso.

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Erro Clássico #2

Esconder uma figura pornográfica no seu logo, apesar de tecnicamente impressionante, talvez seja um pouco prejudicial para os donos do negócio.

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Erro Clássico #3

Durante a fase de brainstorming você irá se deparar com um terrível desafio ao tentar encontrar o ponto certo entre um logo chamativo e algo sexualmente traumatizante para crianças

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Erro Clássico #4

Talvez o erro mais difícil de evitar ao se desenvolver um logo. Apesar de divertido de desenhar, um pênis poder ser extremamente chamativo quando mostrado junto com duas bolas ou ejaculando junto ao nome de sua empresa.

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Uma mão enquadrando uma vagina então, nem se fala.

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Criatividade

Um bom exemplo do quão criativas são as pessoas está contido no Blog Postare, que mostra como um pouquinho de italiano leva longe aqueles que acham uma faculdade de comunicação é bobagem.

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Cor

Em se tratando de cor para logos e marcas podemos notar que mesmo os profissionais que pregam a criatividade como uma das mais importantes características de um bom profissional de comunicação acabam por encontrar um pouco de lugar comum no azul, como mostra o interessantíssimo estudo abaixo.

Empresas gastam milhões para tentar se diferenciar uma da outra, apesar disso o azul parece ser o novo preto e todos querem estar na moda.

Empresas gastam milhões para tentar se diferenciar uma da outra, apesar disso, o azul parece ser o novo preto e todos querem estar na moda.

Contraste

Se você combinar azul com laranja então, teremos o fim.

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Fracasso Gremista

By , 22/09/2009 4:53 pm

Sou Gremista e como torcedor estou decepcionado com a linha criativa escolhida para nova campanha do Grêmio feita para formar um cadastro de sócios e torcedores. O nome dado a campanha é “Exército Gremista”. Em minha opinião, uma escolha totalmente contraproducente.

A analogia mais óbvia de exército é guerra, o oposto de paz. Parece-me leviano que depois de todos os incidentes (banheiros químicos incendiados, por exemplo) e investimentos do governo em ações como a proibição de bebidas alcoólicas em estádios, sob o argumento de melhorar a segurança, venha a se utilizar em publicidade justamente uma linguagem que suscita um espírito de rivalidade ligado à violência.

Estou decepcionado.

É meio Nerd da minha parte, mas se vocês olharem com cuidado, vão perceber que o torcedor berrando no meio da imagem (que não é o Tcheco), está numa posição muito semelhante a um Orc entrando em berserker. Confiram:

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Atitude

By , 08/08/2009 9:40 pm

Algumas propagandas ajudam a entender porque não se vê ninguém com tatuagens da Honda ou da Suzuki por ai:

Regulamentando a Publicidade

By , 28/06/2009 2:19 pm

Começou com as proibições às propagandas de cigarro nas mídias de massa. Agora o cerco fecha sobre os medicamentos e promoções envolvendo brinquedos em lanchonetes de fast food. Acho que a discussão é válida e espero que ela seja ampla, pois toda proibição começa como uma mera preocupação com a saúde do consumidor, mas pode terminar com um controle quase policial sobre o que pode ou não ser dito, indo em direção a um estado policial, inibindo todo tipo de estranheza e arte.
É óbvio que não deve existir liberdade sem responsabilidade, é muito fácil vender um produto ou ideia quando se tem muito dinheiro envolvido (vide a indústria do fast food, remédios e cigarros). Não podemos também querer ser paternalistas a ponto de acreditarmos que as pessoas são tábulas-rasas, sem capacidade de discernimento e que irão comprar Coca-Cola e pipoca porque “piscou” nos frames do filme no cinema.

Pra quem acha que a publicidade de hoje é totalmente sem escrúpulos, que tal darmos uma olhada no que se fazia antes:

words_failsevenup

santa_smokingmulhertigre

killawomancammels

Em compensação, vale à pena dar uma olhada em bons anúncios que foram banidos simplesmente em razão de um grupo conservador não concordar. Não gostou, não compre o produto, mas não censurem as ideias:

hittlerperfume

attractionsalto

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Ode à publicidade.

By , 31/05/2009 8:46 pm

Dizem que a primeira profissão do mundo foi a de prostituta. Se isso for verdade, então a segunda profissão foi a de publicitário, porque também nasceu ali a necessidade de se vender um serviço, comunicar aos futuros clientes.

Necessidade. Essa palavrinha foi alvo de muitas discussões enquanto eu cursava PP (Publicidade e propaganda e não Pó e Putas). Muitos dizem que a propaganda cria necessidades nas pessoas, mas eu discordo. Acho que as necessidades humanas são as mesmas há milhares de anos. O que a publicidade faz é simplesmente canalizar essa necessidade em direção a uma solução que possa supri-la. Geralmente a do solucionador que paga a conta.

Já posso até ouvir alguém no fundo da sala dizendo: “aaaaa, mas antigamente ninguém tinha necessidade de um tênis Nike ou um Ipod e hoje tem gente matando por isso”. Esse tipo de pergunta demonstra apenas que as pessoas não entendem quais são as reais necessidades. Quando um cidadão compra um Nike (ou qualquer produto de luxo ou “da moda”) ele não está suprindo a necessidade de ter aquele bem específico, ele está suprindo a milenar necessidade de se enquadrar no grupo social em que ele está inserido. Pode parecer bobagem, mas há milhares de anos, no meio da selva, ser ignorado pela tribo e cair no ostracismo significava não ter ninguém para lhe ajudar a se proteger quando, digamos, uma onça ou um dinossauro atacasse. A necessidade sempre existiu, foi perpetuada durante milhares de anos e hoje continua de modo que a propaganda ajuda (nem sempre da maneira mais ética) a encontrarmos as soluções para nossas reais necessidades.

O primeiro livro que eu li sobre o mundo da PP foi “Criação sem pistolão” de Carlos Domingos. Minha mãe me deu esse livro depois que eu passei no vestibular. Na epigrafe de seu livro ele escreve uma constatação simples, mas genial:

“(…) Dizem que a máquina vai substituir o homem.

Mas nunca um criador publicitário.

Afinal, uma maquina não recebeu presente chato da tia,

não teve frieira no pé, não ficou excitado de sunga, nunca teve

vergonha do peito pequeno Uma maquina não vive.

E vida é a matéria-prima da propaganda.”

Por tudo que se fala mal da publicidade e do capitalismo, eu faço deste post uma homenagem a segunda profissão mais antiga do mundo, com a certeza de que ela nunca vai desaparecer enquanto existir pelo menos duas pessoas no planeta.

Sites legais: Brainstorm9, Desencannes, Piores Briefings do Mundo.

Dell ou Créu?

By , 04/05/2009 7:32 pm

Enquanto eu espero por métricas e resultados da campanha da Wunderman para saber se foi Dell ou Créu, me reduzo a fazer um pouco de clipagem e dar voz ao povo.

“Novo comercial da Dell faz a marca ganhar seguidores, perder dignidade” – Gizmodo Brasil

“Prepare-se para níveis de vergonha alheia nunca antes atingidos na história da propaganda brasileira, quiçá, mundial.” – Brainstorm 9

“Se você ainda pretende ter um computador Dell ao longo da vida, não veja este vídeo: ele pode fazer você perder todo o respeito pela marca.” – MacMagazine

“nada além de Vergonha Alheia expressa a sensação de ver esse… troço.” – Meio Bit

“Vou falar: achei hilário o novo comercial da Dell. (…) O filme serve para divulgar o perfil da Dell Brasil no Twitter. (…) Pelo que eu to vendo, a Dell é uma das empresas que mais está levando a sério essa tendência.” – Adivertido

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