Road Movie
Um dos meus gêneros favoritos de filme é o Road Movie. A Wikipédia fornece a seguinte definição (traduzida livremente por mim):
O gênero tem suas raízes nos contos falados e escritos de viagens épicas, como a Odisséia e a Ilíada. O Road Movie geralmente é uma espécie de história em que o herói muda, cresce e evolui ao longo da história. Os Road Movies são para os cineastas de hoje o que as jornadas épicas foram para os escritores medievais.
Assim como seus antecedentes, o Road Movie tende para uma estrutura episódica. Em cada episódio, há um desafio a ser cumpridos, embora nem todas elas sejam cumpridas com êxito. Na maioria dos episódios, um pedaço da trama é revelado – o conhecimento ou aliados são ganhos, e assim por diante. Às vezes, esse progresso é invertido e cada episódio representa uma perda ao invés de um ganho.
Road Movies tradicionalmente tem o final em uma das cinco formas:
- Tendo triunfado ao chegar a seu destino final, o protagonista de regressa a casa, mais sábio graça as suas experiências.
- No final da jornada, o protagonista encontra um novo lar.
- A viagem continua indefinidamente.
- Tendo em conta que, como resultado de sua viagem eles nunca podem ir para casa, os protagonistas escolhem a morte ou são mortos.
- O filme termina sem muita explicação ou o final é aberto.
Eu, porém, tenho uma objeção à definição acima, pois para mim o protagonista deve sempre morrer no final.
Terminada a viagem, com os olhos abertos para a realidade o protagonista terá sempre atingido o objetivo da vida, aprender. A partir do momento em que a pessoa enxerga o mundo de olhos abertos e toma consciência de seu papel na sociedade, ela automaticamente se torna um “outcast”. Alguém à margem da sociedade, entendendo dos vícios necessários para vida coletiva, sempre decidirá não tomar mais parte nesse mundo e irá partir.
É fácil entender a minha fascinação por esse tipo de história, afinal esse é o gênero dos contadores de historias e trovadores. Como no filme Big Fish, tento fazer da minha vida, ou talvez simplesmente enxergar ela como uma aventura épica.
Cada lugar que vou e cada pessoa que conheço são apenas mais uma etapa em uma jornada em direção ao meu autoconhecimento. Minhas melhores histórias são, sem dúvida, as lembranças de pequenos fragmentos da minha vida.















