Posts tagged: jornalismo

Resumo do Rio de Janeiro

By , 21/04/2010 11:53 am

Chegou a mim via @bgalera, mas o crédito é do pessoal do Rizoma que produziu a maravilhosa reportagem (num estilo quase de guerrilha). Se você tiver tempo veja o vídeo inteiro (10 minutos) caso contrario fique apenas com o discurso indignado de um cidadão brasileiro preso em meio aos temporais do Rio de Janeiro.

Como diz meu pai sempre que um dos meus primos cariocas o convida para passar um tempo lá: “me avisem quando a guerra civil acabar, dai eu vou”.

Em uma cidadezinha pacata.

By , 08/02/2010 12:40 pm

Desde que o lasier Martins foi eletrocutado pelas uvas eu não assistia a uma reportagem tão engraçada. Digna de um daqueles contos com reviravolta no final. Quem poderia adivinhar o que estava por tras do sossego daquela cidadezinha tão pacata.

http://www.youtube.com/watch?v=5LXEV9tshWQ

Haiti N°2

By , 20/01/2010 11:19 am

Todas as atenções voltadas para o Haiti. O Brasil aproveita a coincidência de já estar com militares alojados a bastante tempo no país para tentar emergir dessa catástrofe como um grande herói e se projetar mundialmente. Quem sabe talvez  abandonando de uma vez por todas o estigma de ”um país em desenvolvimento”.

Algumas coisas me chamaram atenção após uma semana da catástrofe.

A primeira foi a incapacidade do Brasil de chamar, a responsabilidade das operações, para si. Tão logo a confusão se instalou na ilha,  uma população em pânico, dezenas de equipes de resgates de todo o mundo e  a violência correndo solta pelas ruas, as autoridades haitianas (até porque a essas alturas eu não sei dizer se existe governo) correram para as asas  dos Estados Unidos e pediram para que eles  controlassem o espaço aéreo de Porto Príncipe. A história terminou com uma briga de egos, Celso Amorim ligando para Hillary Clinton exigindo respeito.

Repercutiu também  os comentários dos  italianos sobre a aparente falta de experiência dos americanos em lidar com desastres. Os italianos chamam os americanos de incompetentes ao mesmo tempo que não mobilizaram ninguém para se envolver na catástrofe. Vale uma lida no blog do Leandro Demori e nos comentarios deixados lá.

A impressão que eu tenho é que junto com a vontade de ajudar e salvar vidas, corre concomitantemente uma batalha midiática onde algumas pessoas, na forma de alguns governos, estão bastante preocupados em usar o Haiti como um palanque para se promover.

E  para terminar, a mídia, no caso os jornalistas e fotógrafos. Essa discussão se repete sempre  que um desastre acontece, o que fazer: ajudar ou fotografar.

Eu sei que o trabalho deles é documentar e o dos médicos é salvar vidas. A questão é como são empregados os recursos, tanto o material ou seja, tudo aquilo que eles consomem e o espaço que eles ocupam ,quanto o recurso humano em si, na forma dos próprios jornalistas que podiam estar empregando sua energia salvando vidas e não agindo como paparazzis atrás de uma foto premiada.

Entendo que a divulgação de fotos e as matérias que as acompanham são capazes, de muitas vezes, comoverem  o mundo e gerar simpatia, em forma de doações e ainda mais recursos provenientes da audiência das midias. Mesmo assim não deixa de ser revoltante ver uma pessoa no chão, enquanto  dez pessoas saudáveis se empuleram para bater uma foto.

Para fechar, fica a imagem do cruzeiro americano Independence of the Seas da Royal Caribbean que apesar de tudo não achou necessário cancelar seu roteiro de viagem e atracou em um Haiti destruiído, cheio de turistas pronto para um churrasco e uma margarita, dias após o terremoto.

O mundo dá voltas

By , 16/08/2009 9:34 pm

Plano B

By , 01/07/2009 9:51 am

Jornalista

Uma homenagem aos meus amigos jornalistas: Bruno Galera, Anita Thorell e Jaime Biaggio.

Jornalismo Fail

By , 01/07/2009 9:37 am

michael jackson

A miopia dos jornais

By , 05/06/2009 9:52 pm

Em uma das minhas primeiras aulas na faculdade recebemos um texto chamado “miopia em marketing”. Na época eu sabia o que era miopia porque tinha 1,5 em cada olho, no entanto não fazia idéia do que realmente significava marketing.

O texto dava o exemplo de uma empresa que no inicio do século tinha como negócio a fabricação e prestação do serviço de bondes. Todo o investimento dessa empresa era centrado em criar bondes cada vez mais eficientes. Essa companhia era líder total de mercado, até que um belo dia inventaram o carro. O automóvel produzido em massa se tornou acessível e logo muito popular, e em pouco tempo a empresa de bondes faliu.

A moral da história era óbvia: eles fecharam as portas porque seu foco era no produto (bondes) e não em atender a necessidade do consumidor (foco no cliente). Todos que viviam de bondes quebraram. Sobreviveram aquelas empresas cujo foco era o “transporte de passageiros”, por não viverem de um conceito “engessado”, elas souberam se adaptar aos novos meios. O exemplo do texto parece até banal demais, mas algumas pessoas não aprenderam a lição.

Os jornais são as novas fábricas de bonde. O foco é vender jornais e não informação, eles continuam centrados no meio e não nos fins. À medida que a conexão a internet por banda larga ganha espaço, cada vez mais jornais fecham alguns com mais de 100 anos. Isso só acontece porque eles não estão preparados, nem tecnicamente, nem culturalmente, para atender um público que não procura informação pela primeira capa. A nova geração quer informação on demand, ela sabe o que quer e o quer imediatamente.

Post interessante: O problema do jornal online é que não serve nem pra limpar a bunda.

A crise da imprensa virá

Richard Gingras e a estrutura do noticiário na web

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