Posts tagged: criatividade

Copiar, transformar, combinar.

By , 30/06/2011 9:26 pm

Saiu a terceira parte do excepcional Everything is a Remix. Ele explica de maneira extremamente didática e incrivelmente cativante o que tentei argumentar há muito tempo atrás em um dos meus primeiros posts aqui no blog. Recomendo a todos.

Everything is a Remix Part 3 from Kirby Ferguson on Vimeo.

Tudo que eu aprendi na faculdade.

By , 11/04/2011 7:27 am

Eu sempre acreditei que tudo de interessante que se aprende na faculdade cabe nas duas últimas folhas do caderno. Geralmente nessas páginas a arte do doodle se manifesta. Não conheço palavra em português que dê significado ao ato de desenhar de maneira livre e desordenada tudo que vier na sua cabeça para matar tempo e tédio.

Não sei desenhar, não consigo fazer duas linhas paralelas, nem formas geométricas. Chamar meus desenhos de abstratos seria apenas uma ofensa a todos os amantes dessa vertente artística.  Em compensação, eu gostava de anotar algumas palavras marcantes que resumiam aquilo de interessante que eu estava aprendendo naquele momento.

Segue então tudo que aprendi no curso de Publicidade e Propaganda.

A vida é um remix

By , 19/02/2011 2:20 pm

Um dos primeiros posts no meu blog foi sobre criatividade e como a recombinação de elementos é o caminho para inovação.

Um tal de Kirby Fergunson está produzindo um documentário (2 de quatro partes foram lançadas) sobre como grande parte da produção cultural é remixada e tem sempre como base o trabalho de seus antecessores.

Acho o vídeo genial (em inglês, mas é possível baixar legendas no blog dele). Se vocês curtirem, visitem o site do cara e contribuam (ou apenas elogiem).

Everything is a Remix from Kirby Ferguson on Vimeo.

Everything is a Remix Part 2 from Kirby Ferguson on Vimeo.

Logo

By , 20/12/2009 2:31 pm

Meu irmão diz que o curso de Publicidade e Propaganda é uma farsa, que qualquer um consegue ser publicitário e fazer suas próprias ações de comunicação, basta ter um pouco de bom senso e estar sóbrio pela manhã.

O que meu irmão não sabe é que é justamente por isso que fazemos quatro anos de faculdade, para desenvolver um pouco de bom senso e aprender a não trabalhar bêbado. A prova de que isso é necessário está em 90% de todas as propagandas e marcas que se vê por ai. A falta de noção do cidadão comum é tão grande e as bobagens que se encontram são tão avassaladoras que só se pode concluir que pelo menos uma das duas características citadas acima está sempre faltando.

Acha que eu estou exagerando? Você quer fazer um logo para uma empresa?

Ao criar um cativante logo para sua empresa, lembre do SMILE :)

Simples, Memorável (fácil de lembrar), Inovador, Livre de implicações sexuais e crimes históricos contra humanidade, Excitante.

E evite a todo custo os erros clássicos:

Erro Clássico #1

Seu primeiro instinto será criar um logo baseado em símbolos tipicamente relacionado ao Nazismo ou ao Terceiro Reich. Tente resistir ao impulso.

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Erro Clássico #2

Esconder uma figura pornográfica no seu logo, apesar de tecnicamente impressionante, talvez seja um pouco prejudicial para os donos do negócio.

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Erro Clássico #3

Durante a fase de brainstorming você irá se deparar com um terrível desafio ao tentar encontrar o ponto certo entre um logo chamativo e algo sexualmente traumatizante para crianças

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Erro Clássico #4

Talvez o erro mais difícil de evitar ao se desenvolver um logo. Apesar de divertido de desenhar, um pênis poder ser extremamente chamativo quando mostrado junto com duas bolas ou ejaculando junto ao nome de sua empresa.

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Uma mão enquadrando uma vagina então, nem se fala.

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Criatividade

Um bom exemplo do quão criativas são as pessoas está contido no Blog Postare, que mostra como um pouquinho de italiano leva longe aqueles que acham uma faculdade de comunicação é bobagem.

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Cor

Em se tratando de cor para logos e marcas podemos notar que mesmo os profissionais que pregam a criatividade como uma das mais importantes características de um bom profissional de comunicação acabam por encontrar um pouco de lugar comum no azul, como mostra o interessantíssimo estudo abaixo.

Empresas gastam milhões para tentar se diferenciar uma da outra, apesar disso o azul parece ser o novo preto e todos querem estar na moda.

Empresas gastam milhões para tentar se diferenciar uma da outra, apesar disso, o azul parece ser o novo preto e todos querem estar na moda.

Contraste

Se você combinar azul com laranja então, teremos o fim.

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Vídeos lisérgicos

By , 21/10/2009 8:11 pm

Montei uma pequena coleção de DVDs (originais) que eu considero capaz de proporcionar uma experiência de consciência alterada a quem assisti-los da maneira correta. Tenho um gosto específico quando se trata de humor, gosto principalmente de ironia com pitadas de nonsense, não sendo à toa que me identifico demais com o mestre George Carlin e a trupe inglesa do Monty Python.

Além disso, aparentemente não consigo resistir a uma dose diária de aleatoriedade. Eu retiro um prazer indescritível dos rápidos momentos de confusão que tenho ao ser exposto ao desconforto de situações incongruentes e que não fazem ou não deveriam fazer sentido. É a surpresa dentro da surpresa, o inesperado dentro do absurdo.

É importante ressaltar a diferença entre o humor nonsense e o humor pastelão. Salvo exceções, não acho a mínima graça em comédias no estilo dos seguintes filmes: Todo mundo em pânico, Os Espartalhões, Uma comédia nada romântica, etc.

Essa categoria de filmes não é nada mais do que baboseira em cima de referências pop, nada realmente inteligente.

Segue então a tríade que sustenta minha coleção de vídeos lisérgicos:

Don Hertzfeldt

Criador de vários curtas de animação, esse gringo consegue com maestria beirar a total falta de sentido com um humor ao mesmo tempo sarcástico e infantil. Traços simples e ideias aparentemente inconcebíveis a uma mente sóbria. Segue o curta pelo qual ele foi indicado ao Oscar:

Seth MarcFarlene

Famoso pela série animada Family Guy (no Brasil “Uma família da pesada”) ele entende como ninguém o poder do humor irônico/sarcástico que flerta de leve com o nonsense. Abaixo um episódio do Cavalcade of Cartoon Comedy:

Michel Gondry

Cineasta francês, provavelmente mais conhecido pela direção e roteiro do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (pelo qual ganhou o Oscar de melhor roteiro original) tem, em minha opinião, seu ápice na direção de clipes de artistas como Björk, The Chemical Brothers, The White Stripes. Se você é publicitário e não conhece o trabalho do Gondry, por favor, morra.

Regulamentando a Publicidade

By , 28/06/2009 2:19 pm

Começou com as proibições às propagandas de cigarro nas mídias de massa. Agora o cerco fecha sobre os medicamentos e promoções envolvendo brinquedos em lanchonetes de fast food. Acho que a discussão é válida e espero que ela seja ampla, pois toda proibição começa como uma mera preocupação com a saúde do consumidor, mas pode terminar com um controle quase policial sobre o que pode ou não ser dito, indo em direção a um estado policial, inibindo todo tipo de estranheza e arte.
É óbvio que não deve existir liberdade sem responsabilidade, é muito fácil vender um produto ou ideia quando se tem muito dinheiro envolvido (vide a indústria do fast food, remédios e cigarros). Não podemos também querer ser paternalistas a ponto de acreditarmos que as pessoas são tábulas-rasas, sem capacidade de discernimento e que irão comprar Coca-Cola e pipoca porque “piscou” nos frames do filme no cinema.

Pra quem acha que a publicidade de hoje é totalmente sem escrúpulos, que tal darmos uma olhada no que se fazia antes:

words_failsevenup

santa_smokingmulhertigre

killawomancammels

Em compensação, vale à pena dar uma olhada em bons anúncios que foram banidos simplesmente em razão de um grupo conservador não concordar. Não gostou, não compre o produto, mas não censurem as ideias:

hittlerperfume

attractionsalto

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Criatividade

By , 26/04/2009 4:34 pm

Durante minhas primeiras aulas na faculdade de Publicidade e Propaganda, muito se falava em criatividade como sendo ferramenta ou característica básica para qualquer bom profissional na área. Cada um de meus professores definia a sua maneira, com suas próprias palavras, a maioria usando sinônimos que por si só também mereciam um explicação mais completa: inovação, originalidade, inventividade, etc.

Ao olhar no dicionário ou em livros mais técnicos, é possível encontrar uma infinidade de respostas, mas nenhuma delas tinha o que na época eu buscava. Queria um significado que me desse a origem da criatividade, não a etimológica, mas sim o que faz uma pessoa ser mais ou menos criativa, para que eu entendesse que ações práticas poderia tomar para me tornar um cara criativo.

Eu ficaria com algo mais ou menos assim: “Criatividade é a capacidade de criar algo novo através da recombinação de elementos.” Explico. Coisas não são criadas do nada, não existe uma luz que vem do céu e nos ilumina com novas idéias. Não existe bolo sem os ingredientes.

Quando tentamos criar algo novo, o cérebro acessa nosso banco de dados de referências: imagens, sons e situações que vivenciamos. Recombinando e misturando esses diversos elementos criamos uma “coisa nova” que na verdade tem várias partes de coisas com as quais já nos deparamos.

E o que essa definição nos ensina? Para ser mais criativo, você precisa de uma gama maior de referências para poder recombinar. Se você conhece três coisas, poderá recombiná-las em uma dúzia de coisas novas, mas se você conhecer 30, então as possibilidades de ideias serão infinitamente maiores.

Quer ser criativo? Comece a colocar novas referências no seu banco de dados. Nesse sentido podemos dizer que artistas e publicitários (profissões que dependem da criatividade) estão 24 horas por dia trabalhando, pois estão adquirindo novas referencias, necessárias para suas atividades, à medida que vivem. Tudo pode ser utilizado, desde a briga com a namorada que lhe inspira uma música, à morte do seu cachorro que lhe ajudou a criar uma poesia ou um quadro do Miró que lhe serviu de base para criação de um novo layout.

É claro que não podemos simplificar demais, pois existem algumas técnicas e processos que podem lhe ajudar a organizar a informação no seu banco de dados mental e facilitar o acesso a elas quando você precisar.

Meus palpites:

1)      Leia livros. São o caminho mais fácil para conhecer todos os cantos do mundo, todos os pontos de vista. Nada lhe trará tantas referencias quanto ler.

2)      Viaje. Experienciar coisas diferentes tem um gosto totalmente especial e o impacto sobre a sua visão de mundo é imediata.

3)      Saiba ouvir as pessoas. Opiniões e pontos de vista diferentes abrem muitas novas janelas.

4)      Não negligencie aquilo que você não gosta. Acha o Big Brother e a novela das 8 um lixo? Tudo bem, mas pelo menos saiba sobre o que eles falam e porque tanta gente gosta dela. Folhei a revista Caras, você nunca sabe quando irá anunciar lá ou criar um produto para aquele público.

5)      Nunca fique satisfeito com a primeira idéia. SEMPRE descarte a primeira idéia, a segunda e a terceira, mesmo que no final das contas você volte a elas. Você não pode se acomodar e deve forçar seu cérebro a acessar seu banco de dados constantemente, só assim as idéias fluirão com naturalidade.  

Dicionário  

Dicionario Houaiss: Criatividade 1) Qualidade ou característica de quem ou do que é criativo 2) Inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, que no cientifico, esportivo, etc. 3) Capacidade que tem o falante de produzir e compreender um numero imenso de enunciados, mesmo aqueles que não tenham sido por ele ouvido ou pronunciado anteriormente

 

Livros 

  • “criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo” (Stein, 1974)
  • “criatividade representa a emergência de algo único e original” (Anderson, 1965)
  • “criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados” (Torrance, 1965)
  • “um produto ou resposta serão julgados como criativos na extensão em que a) são novos e apropriados, úteis ou de valor para uma tarefa e b) a tarefa é heurística e não algorística” (Amabile, 1983)
  • “é o processo de mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjetiva” (Ghiselin 1952),
  • “manipulamos símbolos ou objetos externos para produzir um evento incomum para nós ou para nosso meio” (Flieger 1978) 

 varias partes  

Ao inventor da tesoura teria sido impossível fazê-lo sem que o mesmo tivesse a referência de facas. Ou aos criadores dos aviões sem que nunca tivessem observado os pássaros.

 24 horas por dia 

 

Muito já se ouviu falar de artistas que tiraram sua inspiração de sonhos. Miró por exemplo. 

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novo layout  

 

Cartaz das Olimpíadas de Barcelona 1992, baseada nos traços de Miró, representando ao mesmo tempo um atleta de ginástica saltando e o fogo olímpico aceso no estádio.

 barcelona1992

 Leia livros

As seguintes coisas não são livros:  jornal, revista, HQ’s, qualquer coisa escrita pela Agatha Crist ou pelo Sidney Sheldon.

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