Posts tagged: cinema

Lei do Spoiler

By , 23/04/2010 3:52 pm

Gostaria de, por meio deste post, divulgar a lei Menezes, criada pelo maior gênio da internet nacional (quiçá mundial). Também conhecida como a Lei do Spoiler, ela visa evitar reclamações por parte daquele perdido/desinformado que faz parte de toda roda de amigos e sempre reclama quando alguém invoca referencias cinematográficas que ele não conhecia.

A LEI:

Estão liberados os comentários, inclusive sobre o final, de filmes lançados há mais de 2 anos.

Portanto se até hoje você não sabia que o Psiquiatra do Sexto Sentido, na verdade estava morto, azar o seu.

Via @rafb3, que acha que eu sempre entrego o final.

O cinema segundo Duke Nukem

By , 13/01/2010 9:23 pm

Duke Nukem 3D foi um jogo que obteve muita atenção na época de seu lançamento. Infelizmente pelos motivos errados. Basicamente um first person shooter violento para os padrões da época (os inimigos explodiam), muitos palavrões e mulheres de topless.

O que deveria ter chamado atenção das pessoas eram as dezenas de frases geniais que o personagem dizia durante a partida. Fora os xingamentos, quase todas as outras falas eram citações ou variações de “frases de efeito” retiradas de filmes.

Eu adoro referências e ao procurá-las no jogo, descobri que os desenvolvedores escolheram a dedo. Se você gosta de filmes, recomendo que assista todos os que foram homenageados no jogo

Apenas alguns exemplos do que o personagem fala ao longo dos jogos da série e suas respectivas referências:

Damn, you’re ugly. (Predator)
Go ahead, make my day. (Sudden Impact)
I’ll rip your head off and shit down your neck. (Full Metal Jacket)
I’m gonna get medieval on your asses! (Pulp Fiction)
It’s time to kick ass and chew bubble gum… and I’m all outta gum. (They live)
Yippie ka-yay, mother[beep]er! (Die Hard)
I love the smell of bacon in the morning (Apocalypse now)
I am king of the world, baby! (Titanic)
It’s a good day to die! (Star Trek: The Next Generation)
Life is like a box of ammo. (Forrest Gump)
Say “hello” to my little friend! (Scarface)
You talkin’ to me? (Taxi Driver)
I see dead people (The sixth sense)
It’s my way or… hell its my way (Resevoir dogs)

E dezenas mais…

Se você não sabe o que dizer pense: “ o que o Duke Nukem diria”.

Update: Para saber a verdadeira identidade do Duke Nukem, leia este post. (via gabrielsturmer)

Lugares marcados

By , 12/10/2009 2:09 pm

Imagine nas Olimpíadas: como explicar a um sueco que ele pode vir comigo furar a fila porque “conheço uns caras ai…”? (via dado4314).

Só de pensar em entrar em uma fila já sinto uma sensação de asco. São tantas as técnicas que nós, brasileiros, encontramos para furá-las, que qualquer um que tente respeitá-las, inevitavelmente se sente um otário. Uma inversão total de valores. Há também outras variações do delito, como quando uma pessoa chega primeiro e “reserva” lugar para outras dez, que podem acabar nem vindo e seus lugares permanecerem marcados e sem uso.

Como não se pode esperar que as pessoas se eduquem em um espaço menor do que algumas gerações, o que nos resta é contar com o bom senso dos organizadores dos eventos, seja mandando os seguranças recolher da fila os furões ou, no caso dos cinemas, adotando uma medida simples: lugares marcados.

Eu gostava de ir às sessões de estréia dos filmes. Fui ao Star Wars Episódio um, Matrix e Senhor dos Anéis. Frustrei-me em todas. Eu sempre comprava ingresso com dias de antecedência para garantir meu lugar, mas ao chegar ao cinema meia hora antes da sessão, já podia vislumbrar filas que chegavam até a praça de alimentação.

Eu era um dos primeiros a comprar ingresso, mas estava fadado a sentar em um lugar ruim, porque algumas pessoas desocupadas já haviam acampado ali na entrada onde se iniciaria a fila (mesmo eu tendo comprado o ingresso antes delas). Depois vários conhecidos dessas pessoas iriam se infiltrar ao lado de seus amigos na minha frente. Para fechar com chave-de-ouro, os primeiros a entrarem na sala, costumavam correr e ocupar quantos bancos conseguissem, guardando lugar para seus amigos, que provavelmente ainda nem haviam comprado o ingresso.

Variações dessa barbárie acontecem com freqüência em todo tipo de espetáculo. Ontem finalmente eu tive uma experiência de primeiro mundo, que ressuscitou minha vontade de assistir filmes em público. Fui assistir à estréia de Bastardos Inglórios (violentíssimo, porém excelente filme), que iniciava às 23h10min no GNG Iguatemi. Comprei meu ingresso e da minha namorada pela internet às 19h, escolhi um daqueles lugares perfeitos, bem centralizados, daqueles que você só pega em uma sala vazia. Cheguei ao cinema às 23h, não tinha muita fila, mas não teria problema, pois eles disponibilizam um caixa apenas para retirada de tickets comprados pela internet. Minha namorada quis comprar uma água, então entramos no cinema 23h11min, inicio dos trailers, cinema cheio e nossos dois lugares lá no meio, vagos, apenas nos esperando.

Eu não precisava nem ter visto o filme, já tinha ganhado minha noite. É outro nível.

A última vez que eu tive uma experiência desse tipo, fora em um estádio de futebol. Sim, em um estádio de futebol, com lotação para sessenta mil pessoas. Cheguei 10 minutos antes do jogo e meu lugar estava me esperando. Obviamente não foi no Brasil, foi em Madrid, na Espanha, cidade que perdeu para o Rio de Janeiro na decisão final para sede olímpica de 2016. Estamos muitos anos atrás dos europeus no quesito organização e centenas no quesito educação. Temos sete anos para nos recuperar.

Uma campanha que vale a pena.

By , 12/06/2009 10:16 am

Tive um professor na faculdade que fazia uma campanha que valia a pena. Ele pedia duas coisas: primeiro que as pessoas respeitassem o silêncio no cinema, do casal que não cala a boca até aquela pessoa que insiste eu chupar o canudinho da coca cola que acabou, na vã esperança de que o gelo vire refrigerante. Segundo, ele pedia que as pessoas lessem mais poesia.

Acho que esse é o tipo de campanha que realmente vale a pena, pois são nas pequenas atitudes que criamos os alicerces morais em nossas vidas. Decidi fazer minha parte e sempre que vejo alguém sem noção no cinema (atendendo ao celular ou botando o papo em dia) faço questão de ser o primeiro a insultá-lo.

A partir de hoje, começarei a postar todas as segundas-feiras poesias aqui no Blog. Faça sua parte, lendo de vez em quando, divulgando a campanha e constrangendo os babacas no cinema.

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