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Ceva
Eu comecei a beber pelo mesmo motivo que qualquer adolescente, para ficar bêbado. Se chama a “síndrome das mãos livres”, o piá entra na festa, todo desengonçado, nervoso e nem um pouco à vontade. A pior parte é não saber o que fazer com as mãos: cruzar os braços e parecer agressivo? Colocar nos bolsos e parecer retraído? Ficar sacudindo os braços como um bonecão do posto?
A solução é simples: cigarro em uma mão, copo de cerveja na outra. Alguns goles pra relaxar e é só adentrar o espaço like a boss.
A cerveja é amarga e ruim, assim como o café ou o chimarrão. O gosto é adquirido. Quanto mais você bebe, mais você aprende a gostar. Você começa a beber pra ficar feliz (álcool), acordado (café) ou macho (chimarrão) e logo logo termina viciado. Não conheço ninguém que tenha provado alguma dessas três substâncias pela primeira vez e tenha se apaixonado.
Voltando ao caso específico da cerveja, esses dias vi um pôster muito legal, com todos os tipos existentes da bebida. O detalhe é que eu não conhecia absolutamente nenhum (exceto Pilsen).

Apenas quando viajei ao exterior que, de fato, provei e entendi a diferença entre os vários tipos, dando um pouco mais de razão aos hipsters apreciadores de cervejas artesanais (que, apesar disso, continuo achando esnobes e elitistas). No Brasil só existem dois tipos de cervejas nacionais e inspirado nessa verdade eu fiz outra versão para esse mesmo pôster.
Os boatos falam sobre um recinto em Porto Alegre chamado Lagom onde de terça a domingo os hipsters de Porto Alegre se encontram para falar sobre suas ideias vanguardistas. Há de se verificar.
Reducionismo Infinito
Se tem uma bobagem que eu não aguento ouvir é o sofisma reducionista que diz que a maconha é porta de entrada para outras drogas pesadas. Talvez seja até verdade, mas o argumento usado para justificar essa observação não se sustenta sozinho.
Nem todos os consumidores de maconha usam outras drogas pesadas, mas praticamente todos os usuários de drogas mais pesadas começaram com maconha.
WTF!? Isso não faz nenhum sentido. Se a idéia é dar um passo para trás para enxergar melhor, então que tal darmos dois? Proponho o seguinte argumento:
Nem todos os consumidores de álcool usam outras drogas, mas praticamente todos que usam qualquer tipo de drogas começaram um dia bebendo álcool.
Visto que meu argumento é certamente mais preciso e abrangente que o primeiro, vamos continuar o processo reducionista até o principio.
Todo mundo que usa drogas, um dia nasceu.
Parem de ter filhos e acabaremos com os drogados.
Obrigado.















