cadê meu troco?
Reproduzo a seguir a quase totalidade de um post que o Menezes fez em seu blog para depois tecer meus comentários:
Parece ser uma política do Nacional Supermercados arredondar para cima o preço na hora do pagamento. Não foi a primeira, mas talvez a décima vez que eles tentam levar 2 ou 3 centavos meus na hora do troco. Posso estar sendo maldoso, mas parece muita coincidência que eles sempre puxem o preço pra cima. Estou aberto a pequenas negociações na hora do troco, mas sair sempre perdendo é ridículo. Hoje o acontecido foi o seguinte:
As compras totalizaram R$ 8,23.
Dou uma nota de 10 e a caixa me diz:
- Oito e vinte cinco.
- Opa, acho que tenho moeda de 25 aqui. (Menezes facilitando o troco).
- Então olho para a tela do caixa e vejo o valor.
- Opa, mas na verdade é 8,23.
- Sim, mas é mais perto de 8,25 do que de 8,20.
- Ok, mas eu não vou pagar a mais – enquanto dava a moeda de 25 para ela.
- Mas eu não tenho 2 centavos para te dar – percebam a insistência.
- Então me dá 5.
E ela me deu 5 centavos.
Em algum momento dessa conversa, comentei que se a grana fosse pro salário da moça diretamente, possivelmente eu deixaria os centavos lá. Mas essa espécie de saque coletivo não faz nenhum sentido.
Pode ser um texto babaca e panfletário, mas a internet já é usada pra babaquices menos úteis. Então em verdade vos digo: briguem pelos seus trocos. Sem perder a calma, mas sem perder o dinheiro.
(…)
Logo após várias pessoas deixaram comentários nesse post, confirmando que isso é realmente uma prática do Nacional e que são constantemente vítimas desse micro-roubo. Nas palavras de Dodô:
Acabo de voltar do Nacional e me ocorrou o mesmo.
Comprei um tic-tac (R$ 1,18) e dei R$ 20,20.
Ela registrou no caixa como se eu tivesse dado R$ 20,18 e me deu de troco R$ 19.
Perguntei “e os dois centavos?”. A moça me olhou bufando e me devolveu 5 centavos.
Se não tem 2 centavos então cobre R$ 1,20 pelo produto e não R$ 1,18.
E os comentários foram se acumulando, mas um ali no meio me chamou especial atenção. Fernando Rossini disse:
Quando eu trabalhava em uma loja de tênis, contratei uma caixa que antes trabalhava no hipermercado Extra. Ela disse que a diferença de caixa era de aproximadamente 300 reais por dia. Agora façamos as contas. O Extra tem, em média, 50 terminais de caixa. 50 x 300 reais = 15.000 reais por dia!!!
Como a gente é bonzinho e imagina que nem todo dia tenha tantos idiotas no mercado, vamos reduzir este valor para a metade, R$ 7.500,00 diários de diferença. Isso, multiplicado pelos 30 dias do mês é igual a R$ 225.000,00 mensais!!!!
Acho que em apenas um mês, eles arrecadam em moedinhas que sobram (e consequentemente deve ser um dinheiro que não entra na contabilidade oficial e não paga imposto) o suficiente para pagar a folha salarial de todo o mercado durante o ano inteiro.
Particularmente acho os números dele totalmente exagerados, mas o raciocínio é bem interessante, ainda mais se levarmos em conta que todo esse valor provavelmente não deve ser declarado e entra no caixa livre de impostos. O dinheiro achacado de consumidores desatentos ou condescendentes todos os dias deve fazer alguma diferença no final do mês.
Moral da história: exija seus centavos de volta, não colabore com a malandragem do Nacional, que, baseado em todos os depoimentos que eu li, parece instruir seus caixas a se fazerem de loucos e roubarem centavo a centavo os clientes. Meu irmão sempre diz: “não é uma questão de dinheiro, é uma questão de princípio”.
Paguei quero troco!










