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cadê meu troco?

By , 18/07/2009 5:32 pm

Reproduzo a seguir a quase totalidade de um post que o Menezes fez em seu blog para depois tecer meus comentários:

Parece ser uma política do Nacional Supermercados arredondar para cima o preço na hora do pagamento. Não foi a primeira, mas talvez a décima vez que eles tentam levar 2 ou 3 centavos meus na hora do troco. Posso estar sendo maldoso, mas parece muita coincidência que eles sempre puxem o preço pra cima. Estou aberto a pequenas negociações na hora do troco, mas sair sempre perdendo é ridículo. Hoje o acontecido foi o seguinte:
As compras totalizaram R$ 8,23.
Dou uma nota de 10 e a caixa me diz:
- Oito e vinte cinco.
- Opa, acho que tenho moeda de 25 aqui. (Menezes facilitando o troco).
- Então olho para a tela do caixa e vejo o valor.
- Opa, mas na verdade é 8,23.
- Sim, mas é mais perto de 8,25 do que de 8,20.
- Ok, mas eu não vou pagar a mais – enquanto dava a moeda de 25 para ela.
- Mas eu não tenho 2 centavos para te dar – percebam a insistência.
- Então me dá 5.
E ela me deu 5 centavos.
Em algum momento dessa conversa, comentei que se a grana fosse pro salário da moça diretamente, possivelmente eu deixaria os centavos lá. Mas essa espécie de saque coletivo não faz nenhum sentido.
Pode ser um texto babaca e panfletário, mas a internet já é usada pra babaquices menos úteis. Então em verdade vos digo: briguem pelos seus trocos. Sem perder a calma, mas sem perder o dinheiro.
(…)

Logo após várias pessoas deixaram comentários nesse post, confirmando que isso é realmente uma prática do Nacional e que são constantemente vítimas desse micro-roubo. Nas palavras de Dodô:

Acabo de voltar do Nacional e me ocorrou o mesmo.
Comprei um tic-tac (R$ 1,18) e dei R$ 20,20.
Ela registrou no caixa como se eu tivesse dado R$ 20,18 e me deu de troco R$ 19.
Perguntei “e os dois centavos?”. A moça me olhou bufando e me devolveu 5 centavos.
Se não tem 2 centavos então cobre R$ 1,20 pelo produto e não R$ 1,18.

E os comentários foram se acumulando, mas um ali no meio me chamou especial atenção. Fernando Rossini disse:

Quando eu trabalhava em uma loja de tênis, contratei uma caixa que antes trabalhava no hipermercado Extra. Ela disse que a diferença de caixa era de aproximadamente 300 reais por dia. Agora façamos as contas. O Extra tem, em média, 50 terminais de caixa. 50 x 300 reais = 15.000 reais por dia!!!
Como a gente é bonzinho e imagina que nem todo dia tenha tantos idiotas no mercado, vamos reduzir este valor para a metade, R$ 7.500,00 diários de diferença. Isso, multiplicado pelos 30 dias do mês é igual a R$ 225.000,00 mensais!!!!
Acho que em apenas um mês, eles arrecadam em moedinhas que sobram (e consequentemente deve ser um dinheiro que não entra na contabilidade oficial e não paga imposto) o suficiente para pagar a folha salarial de todo o mercado durante o ano inteiro.

Particularmente acho os números dele totalmente exagerados, mas o raciocínio é bem interessante, ainda mais se levarmos em conta que todo esse valor provavelmente não deve ser declarado e entra no caixa livre de impostos. O dinheiro achacado de consumidores desatentos ou condescendentes todos os dias deve fazer alguma diferença no final do mês.

Moral da história: exija seus centavos de volta, não colabore com a malandragem do Nacional, que, baseado em todos os depoimentos que eu li, parece instruir seus caixas a se fazerem de loucos e roubarem centavo a centavo os clientes. Meu irmão sempre diz: “não é uma questão de dinheiro, é uma questão de princípio”.

Paguei quero troco!

Legalizando o banditismo

By , 02/07/2009 5:28 pm

Coisas bizarras acontecem em Porto Alegre, algumas que desafiam a lógica e o bom senso. A tendência de governo tem sido a de legalizar o banditismo. A primeira grande medida foi a remoção do camelódromo, que ao invés de ser simplesmente obliterado, visto ser prática ilegal (produtos falsificados, procedência duvidosa, sem nota), foi transferido para um prédio esquisito batizado de Camelódromo Aéreo (AKA Shopping do Porto, AKA Shopping Popular).

O interessante é que foi com o imposto que eu paguei que a Prefeitura construiu esse empreendimento que legitima a comercialização de produtos frios e falsificados.

Não satisfeita, a Prefeitura resolveu legalizar os flanelinhas (“guardadores de carros”).

Eles revisitam uma clássica prática mafiosa: o serviço de proteção. Paga-se para ser protegido deles mesmos. Os fatos não me deixam mentir, fica clara a total má intenção por parte dos achacadores, principalmente antes de jogos de futebol, teatros e shows. Eles cobram adiantado (talvez com medo que você dê um calote e não pague pelo “serviço” que eles te prestam) e muitas vezes (leia-se todas as vezes) não estão presentes protegendo seu patrimônio quando você volta. E se você não pagar, seu carro provavelmente sofrerá um acidente em forma de risco de pára-choque a pára-choque.

Vejamos o que as autoridades que deviam nos proteger têm a declarar, sobre esse serviço que deveria, em uma sociedade ordeira e civilizada, ser no mínimo redundante:

zhflanelinhas

Eu faço questão de não dar gorjeta. Faço questão de não ser importunado cada vez que paro meu carro. Faço questão de ver meu imposto sendo usado na segurança pública e não no incentivo à malandragem.
Pra terminar, eu aposto que na próxima campanha eleitoral o governo vai acrescentar nos seus números esses flanelinhas quando divulgar a quantidade de empregos criados durante a gestão.

Assistam o excelente documentário “BEM CUIDADO”, Produzido por Debora Santini, Laura Heemann, Raquel Rodrigues e Rosana Reischak. Junho de 2005:

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