Não tem! (customer experience em restaurantes)

By Antonio, 21/01/2010 10:30 pm

Um dos principais fatores responsáveis pela decepção é sem dúvida a expectativa que se tem em relação a algo. Se você vai assistir a um filme esperando que ele seja horrível e ele for razoável, você vai sair de lá com uma sensação de que “não foi tão ruim assim”.  Se você espera que um determinado blockbuster seja maravilhoso e no fim ele é apenas razoável, você irá sair do cinema decepcionado.

Fico impressionado, portanto, como uma grande quantidade de restaurantes não observa a disponibilidade de seus produtos em relação ao que consta em seus cardápios. Algumas pessoas demoram escolhendo  e  ponderando  durante algum tempo sobre os prós e contras , deixando para fazer o pedido  apenas quando satisfeitos com a escolha, ou seja, depois de criarem uma expectativa.

Nada é mais decepcionante do que ouvir do garçom: “ah, isso não tem mais”, “estamos em falta” ou “não servimos isso hoje”. Se o seu restaurante não é capaz de administrar o demand and supply, por favor, risque do cardápio os itens que você não está oferecendo ou peça para o garçom avisar antes de entregar o menu.

Decepção é uma péssima entrada.

Haiti N°2

By Antonio, 20/01/2010 11:19 am

Todas as atenções voltadas para o Haiti. O Brasil aproveita a coincidência de já estar com militares alojados a bastante tempo no país para tentar emergir dessa catástrofe como um grande herói e se projetar mundialmente. Quem sabe talvez  abandonando de uma vez por todas o estigma de ”um país em desenvolvimento”.

Algumas coisas me chamaram atenção após uma semana da catástrofe.

A primeira foi a incapacidade do Brasil de chamar, a responsabilidade das operações, para si. Tão logo a confusão se instalou na ilha,  uma população em pânico, dezenas de equipes de resgates de todo o mundo e  a violência correndo solta pelas ruas, as autoridades haitianas (até porque a essas alturas eu não sei dizer se existe governo) correram para as asas  dos Estados Unidos e pediram para que eles  controlassem o espaço aéreo de Porto Príncipe. A história terminou com uma briga de egos, Celso Amorim ligando para Hillary Clinton exigindo respeito.

Repercutiu também  os comentários dos  italianos sobre a aparente falta de experiência dos americanos em lidar com desastres. Os italianos chamam os americanos de incompetentes ao mesmo tempo que não mobilizaram ninguém para se envolver na catástrofe. Vale uma lida no blog do Leandro Demori e nos comentarios deixados lá.

A impressão que eu tenho é que junto com a vontade de ajudar e salvar vidas, corre concomitantemente uma batalha midiática onde algumas pessoas, na forma de alguns governos, estão bastante preocupados em usar o Haiti como um palanque para se promover.

E  para terminar, a mídia, no caso os jornalistas e fotógrafos. Essa discussão se repete sempre  que um desastre acontece, o que fazer: ajudar ou fotografar.

Eu sei que o trabalho deles é documentar e o dos médicos é salvar vidas. A questão é como são empregados os recursos, tanto o material ou seja, tudo aquilo que eles consomem e o espaço que eles ocupam ,quanto o recurso humano em si, na forma dos próprios jornalistas que podiam estar empregando sua energia salvando vidas e não agindo como paparazzis atrás de uma foto premiada.

Entendo que a divulgação de fotos e as matérias que as acompanham são capazes, de muitas vezes, comoverem  o mundo e gerar simpatia, em forma de doações e ainda mais recursos provenientes da audiência das midias. Mesmo assim não deixa de ser revoltante ver uma pessoa no chão, enquanto  dez pessoas saudáveis se empuleram para bater uma foto.

Para fechar, fica a imagem do cruzeiro americano Independence of the Seas da Royal Caribbean que apesar de tudo não achou necessário cancelar seu roteiro de viagem e atracou em um Haiti destruiído, cheio de turistas pronto para um churrasco e uma margarita, dias após o terremoto.

Musculação + LSD + Wii = Muscle March

By Antonio, 20/01/2010 10:34 am

Nenhum jogo será superior. Nunca.

Placas

By Antonio, 14/01/2010 6:15 pm

Se um dia eu cansar da minha vida de funcionário de multinacional e resolver abrir meu próprio negócio, colocarei as duas placas abaixo bem na frente do meu empreendimento:

As regras do jogo devem ser claras.

Haiti

By Antonio, 14/01/2010 6:12 pm

O cinema segundo Duke Nukem

By Antonio, 13/01/2010 9:23 pm

Duke Nukem 3D foi um jogo que obteve muita atenção na época de seu lançamento. Infelizmente pelos motivos errados. Basicamente um first person shooter violento para os padrões da época (os inimigos explodiam), muitos palavrões e mulheres de topless.

O que deveria ter chamado atenção das pessoas eram as dezenas de frases geniais que o personagem dizia durante a partida. Fora os xingamentos, quase todas as outras falas eram citações ou variações de “frases de efeito” retiradas de filmes.

Eu adoro referências e ao procurá-las no jogo, descobri que os desenvolvedores escolheram a dedo. Se você gosta de filmes, recomendo que assista todos os que foram homenageados no jogo

Apenas alguns exemplos do que o personagem fala ao longo dos jogos da série e suas respectivas referências:

Damn, you’re ugly. (Predator)
Go ahead, make my day. (Sudden Impact)
I’ll rip your head off and shit down your neck. (Full Metal Jacket)
I’m gonna get medieval on your asses! (Pulp Fiction)
It’s time to kick ass and chew bubble gum… and I’m all outta gum. (They live)
Yippie ka-yay, mother[beep]er! (Die Hard)
I love the smell of bacon in the morning (Apocalypse now)
I am king of the world, baby! (Titanic)
It’s a good day to die! (Star Trek: The Next Generation)
Life is like a box of ammo. (Forrest Gump)
Say “hello” to my little friend! (Scarface)
You talkin’ to me? (Taxi Driver)
I see dead people (The sixth sense)
It’s my way or… hell its my way (Resevoir dogs)

E dezenas mais…

Se você não sabe o que dizer pense: “ o que o Duke Nukem diria”.

Update: Para saber a verdadeira identidade do Duke Nukem, leia este post. (via gabrielsturmer)

Jaleco do mal n°2

By Antonio, 13/01/2010 9:22 pm

Meses depois do meu post “Jaleco do mal” o CREMERS publicou um parecer técnico dizendo algo no mínimo evidente: médicos não devem sair de dentro dos hospitais para ficar passeando de jaleco. Suspeito que tal parecer não tenha sido motivado pela visita de algum chefão do CREMERS ao meu blog, mas fico feliz só de saber que continuo com minha maravilhosa capacidade de perceber o óbvio.

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