Não apenas mais um nascer do sol.
Sempre que eu vejo um nascer do sol, inevitavelmente me lembro de um trecho do livro The Sheltering Sky de Paul Bowles. Eu não li esse livro, mas acabei conhecendo a passagem por ser ela o epitáfio no tumulo do Brandon Lee, filho de Bruce Lee, que morreu prematuramente em um “acidente” no set de filmagem do filme O Corvo.
(Tradução livre feita por mim)
Porque nós não sabemos quando vamos morrer, nós começamos a pensar na vida como um bem inesgotável. E, no entanto, tudo acontece apenas um certo número de vezes, e um número muito pequeno realmente. Quantas vezes mais você vai lembrar de uma certa tarde de sua infância, uma tarde que é tão profundamente uma parte do seu ser que você não pode sequer conceber sua vida sem ela? Talvez quatro, ou cinco vezes mais? Talvez nem isso. Quantas vezes mais você vai ver o nascer de uma lua cheia? Talvez vinte. E, no entanto, tudo parece infinito…









adorei!
É massa mesmo. Já li essa menção algumas vezes, justamente pelo fato de que o Brandon Lee gostava e a mencionou…
Belo post. Às vezes uma citação é o melhor argumento.
Com freqüência me vem à cabeça o parágrafo de John Donne, sempre associado a Heminghway por ser o trecho de abertura de “Por quem os sinos dobram”.
Enfim, um belo momento, ler esse post.
Abraço,
Paulinho
fotinho tirada da nossa janelinha…
quantas vezes mais veremos essa imagem? talvez nenhuma