Novo sinal da insanidade
Ninguém discute que a preferência deve ser sempre ao ser humano e não à máquina. Todos os carros deveriam parar sempre que um pedestre quisesse atravessar a rua. Para tentar ordenar o trânsito, se decidiu criar as faixas de pedestres, para que as pessoas atravessassem todas no mesmo lugar e para que o motorista pudesse ao longe visualizar tal ponto, de maneira a estar preparado para dar passagem caso alguém se postasse em posição para cruzar a rua.
Em Porto Alegre nada disso é o suficiente, as pessoas aqui são simplesmente mal educadas. No intuito de tentar educar a população, a prefeitura resolveu lançar uma campanha que, apesar de bem intencionada, é no fim das contas, no mínimo, risível.
A mensagem é a seguinte: apesar de existir uma faixa de pedestres gigante pintada de branco no chão, as pessoas devem avisar o motorista que querem atravessar, como se ficar parado, posicionado e olhando para o outro lado não fosse o suficiente.
Eu sinceramente espero que essa campanha ajude de alguma maneira as pessoas a se conscientizarem (vale também para os pedestres que atravessam fora da faixa porque têm preguiça de caminhar mais 5 metros até a mais próxima).
Prevejo os seguintes eventos:
- Após atropelar uma pessoa na faixa de segurança, o motorista vai alegar que não parou porque ninguém levantou a mão.
- Teremos alguns pedestres kamikazes que irão levantar a mão acreditando que magicamente isso fará as pessoas serem educadas e irão suicidamente atravessar no meio de carros em alta velocidade.
- Alguém vai quebrar ou perder o braço ao tentar fazer sinal pouco antes de passar um ônibus ou lotação.
- Alguns vão achar que isso é lei e farão como no comercial, se o pedestre não levantar a mão não vão parar.
- Taxistas e motoristas de lotação enfurecidos, pois não sabem se as pessoas querem carona ou querem atravessar a rua.
- As pessoas vão continuar mal educadas, porque educação se aprende em casa e não na rua.








[...] Admito ser recompensadora a sensação de descobrir que não estou sozinho em algumas de minhas opiniões: [...]