Andar e bater

By , 28/09/2009 11:02 pm

Eu tive o auge da minha infância na década de 90, fiz parte de uma geração que foi criada na frente do vídeo-game. Além dos consoles caseiros, eu sempre fui vidrado em fliperamas, que na época eram alimentados por fichas, que não poderiam nunca custar mais de 50 centavos.

Quando eu e meu irmão éramos obrigados a acompanhar minha mãe em um shopping center, havia só uma pergunta relevante: tem fliperama lá? Se a resposta fosse afirmativa, então eu e meu irmão iríamos de bom grado e poderíamos ficar por lá o tempo que minha mãe desejasse, permitindo que ela fizesse compras sossegada. Se a resposta fosse negativa, então eu e meu irmão seríamos os mais inconvenientes possível, para retornamos o quanto antes para casa.

O fliperama sempre teve para mim um diferencial grande em relação aos consoles caseiros. Além da grande diferença de gráficos, que na época não permitia que nenhum vídeo-game chegasse aos pés de um fliperama, havia a mística das fichinhas. Uma partida com fichinha tinha um sabor especial, pois era como uma aposta, se você perdesse, a máquina levaria seu dinheiro e sua vida. O único jeito de fazer seu dinheiro valer a pena era vencendo a máquina (ou o outro jogador). Não se joga fliperama com a displicência que se joga um Mega Drive ou um Super Nes, nos quais sabemos ter continues infinitos e não precisamos desembolsar mais grana para repor as fichinhas perdidas.

Eu não gostava de perder, e não perdia, sempre fui um grande jogador, não só por ter a habilidade nata da minha geração, mas por ter certo orgulho e não gostar de perder fichinhas.

Dentre os gêneros de jogos, o meu preferido sempre foi os de “andar e bater”, imortalizado em clássicos como Tartaruga Ninjas, Double Dragon, Simpsons e X-Men. Para mim, o jogo que melhor representava essa categoria se chamava Vendetta. Enredo simples, sem frescura, jogabilidade excelente, gráficos bons, permitia quatro jogadores. Diversão garantida, era só andar e bater.

O filme The Protector tem uma cena de luta sensacional (filmada em apenas um take) que ilustra mais ou menos como um jogo de “andar e bater” seria, caso fosse transportado para a vida real. Foram necessárias cinco tentativas e um mês de gravação para conseguir filmá-la. O resultado final é excelente e, com certeza, vale uma fichinha.

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3 Responses to “Andar e bater”

  1. Bruna says:

    =) Nunca fui muito bem nesses jogos de “Andar e bater” acredito que seja pelo fato, que como toda mulher, ao jogar eu tendo a fazer os mesmos movimentos em tela. Calcule o escândalo eu tentando chutar, dar socos, pontapés e afins. Ainda bem que inventaram a barbie hehehehe
    Mas você me fez lembrar de uma boa época… A do autorama do meu irmão… Eu amavaaaaaaa brincar, e por incrível que pareça eu não saia correndo ao redor da pista hihihihihihi
    Nostalgia total!
    Beijos

  2. Bruno Galera says:

    Beat ‘em ups são meus favoritos, também, junto com JOGO DE NAVE (Shooter).

    Se quer ver uma cena de filme com temática bater & correr, vá de Old Boy. O cara bate nuns 14 bonecos usando um MARTELO. Tudo filmado de perfil.

  3. eleonora says:

    E eu pensando que os meus filhos gostavam de passear comigo no shopping…doce ilusão.

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