Way to go

July 3rd, 2009

Check List de preparativos para Porto Alegre sediar a Copa 2014:

  • Legalizar Flanelinhas greencheck
  • Legalizar o Crack
  • Legalizar os Bingos (falta pouco)
  • Legalizar o Jogo do Bicho
  • Legalizar a prostituição infantil (O Mato Grosso do Sul já saiu na frente)
  • Legalizar o estupro
  • Construir um metrô
  • Construir a arena do Grêmio
  • Reformar o Beira-Rio
  • Liberar cerveja nos estádios
  • Esconder os mendigos
  • Aumentar a pista do Aeroporto Salgado Filho
  • Ampliar a rede hoteleira da cidade
  • Ampliar as instalações do Gruta Azul

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Legalizando o banditismo

July 2nd, 2009

Coisas bizarras acontecem em Porto Alegre, algumas que desafiam a lógica e o bom senso. A tendência de governo tem sido a de legalizar o banditismo. A primeira grande medida foi a remoção do camelódromo, que ao invés de ser simplesmente obliterado, visto ser prática ilegal (produtos falsificados, procedência duvidosa, sem nota), foi transferido para um prédio esquisito batizado de Camelódromo Aéreo (AKA Shopping do Porto, AKA Shopping Popular).

O interessante é que foi com o imposto que eu paguei que a Prefeitura construiu esse empreendimento que legitima a comercialização de produtos frios e falsificados.

Não satisfeita, a Prefeitura resolveu legalizar os flanelinhas (“guardadores de carros”).

Eles revisitam uma clássica prática mafiosa: o serviço de proteção. Paga-se para ser protegido deles mesmos. Os fatos não me deixam mentir, fica clara a total má intenção por parte dos achacadores, principalmente antes de jogos de futebol, teatros e shows. Eles cobram adiantado (talvez com medo que você dê um calote e não pague pelo “serviço” que eles te prestam) e muitas vezes (leia-se todas as vezes) não estão presentes protegendo seu patrimônio quando você volta. E se você não pagar, seu carro provavelmente sofrerá um acidente em forma de risco de pára-choque a pára-choque.

Vejamos o que as autoridades que deviam nos proteger têm a declarar, sobre esse serviço que deveria, em uma sociedade ordeira e civilizada, ser no mínimo redundante:

zhflanelinhas

Eu faço questão de não dar gorjeta. Faço questão de não ser importunado cada vez que paro meu carro. Faço questão de ver meu imposto sendo usado na segurança pública e não no incentivo à malandragem.
Pra terminar, eu aposto que na próxima campanha eleitoral o governo vai acrescentar nos seus números esses flanelinhas quando divulgar a quantidade de empregos criados durante a gestão.

Assistam o excelente documentário “BEM CUIDADO”, Produzido por Debora Santini, Laura Heemann, Raquel Rodrigues e Rosana Reischak. Junho de 2005:

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Plano B

July 1st, 2009

Jornalista

Uma homenagem aos meus amigos jornalistas: Bruno Galera, Anita Thorell e Jaime Biaggio.

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Jornalismo Fail

July 1st, 2009

michael jackson

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Churrascaria: rodízio x a la carte

June 29th, 2009

No último final de semana eu almocei provavelmente na melhor churrascaria de Porto Alegre, a Porto Alegrense. Conclui algo que deveria ser óbvio para qualquer amante de carnes: churrascarias a la carte são muito superiores a rodízios (popular espeto corrido).
A primeira vista um rodízio pode parecer interessante: muita variedade de carne, não é necessário esperar nada para começar a comer e, muitas vezes, nos enganamos achando que elas tem um maior custo x beneficio.

Esquecemos, porém, que no espeto corrido a carne precisa estar pronta muito antes dos fregueses chegarem. Além disso, a cada viagem do garçom a carne volta ao fogo, ressecando e perdendo sua maciez. Grandes rodízios perdem todo seu valor artesanal, pois tentam ganhar no volume de maneira que somos distraídos do motivo principal de uma churrascaria (a carne) e atraídos por chamarizes secundários, como outros pratos quentes, saladas exóticas e coisas abomináveis como sushi (geralmente de baixa qualidade).

Uma churrascaria deve ter poucos lugares, uma salada básica e um cardápio enxuto. Se os assadores forem honestos, então o sucesso é garantido. Quando você prova uma picanha ou uma costela macia e suculenta, você não sentirá nenhuma falta de 500 garçons lhe azucrinando (e impossibilitando qualquer diálogo à mesa) perguntando se você quer javali com amora ou cupim.

Rodízio é bom só para levar gringos e turistas. Churrascarias de caráter não aceitam cartão de crédito, você paga com dinheiro ou cheque e na saída fala com o dono, coisa artesanal, de quem está preocupado com a qualidade e não com a quantidade.

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Poesia n°3

June 29th, 2009

Vou-me Embora pra Pasárgada – Manuel Bandeira

-

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

-

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

-

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

-

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

-

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

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Regulamentando a Publicidade

June 28th, 2009

Começou com as proibições às propagandas de cigarro nas mídias de massa. Agora o cerco fecha sobre os medicamentos e promoções envolvendo brinquedos em lanchonetes de fast food. Acho que a discussão é válida e espero que ela seja ampla, pois toda proibição começa como uma mera preocupação com a saúde do consumidor, mas pode terminar com um controle quase policial sobre o que pode ou não ser dito, indo em direção a um estado policial, inibindo todo tipo de estranheza e arte.
É óbvio que não deve existir liberdade sem responsabilidade, é muito fácil vender um produto ou ideia quando se tem muito dinheiro envolvido (vide a indústria do fast food, remédios e cigarros). Não podemos também querer ser paternalistas a ponto de acreditarmos que as pessoas são tábulas-rasas, sem capacidade de discernimento e que irão comprar Coca-Cola e pipoca porque “piscou” nos frames do filme no cinema.

Pra quem acha que a publicidade de hoje é totalmente sem escrúpulos, que tal darmos uma olhada no que se fazia antes:

words_failsevenup

santa_smokingmulhertigre

killawomancammels

Em compensação, vale à pena dar uma olhada em bons anúncios que foram banidos simplesmente em razão de um grupo conservador não concordar. Não gostou, não compre o produto, mas não censurem as ideias:

hittlerperfume

attractionsalto

fishguccijpg

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Algumas coisas são muito subjetivas

June 24th, 2009

coragem

“muito pragmatismo nem sempre resolve todos os problemas.”

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Poesia n°2

June 22nd, 2009

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos – Mario Quintana

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!

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Poesia n°1

June 15th, 2009

O Ciúme – Guilherme de Almeida

Minha melhor lembrança é esse instante no qual
Pela primeira vez me entrou pela retina
Tua silhueta provocante e fina
Como um punhal.

Depois, passaste a ser unicamente aquela
Que a gente se habitua a achar apenas bela
E que é quase banal.

E agora que te tenho em minhas mãos e sei
Que os teus nervos se enfeixam todos em meus dedos
Que os teus sentidos são cinco brinquedos
Com que brinquei;

Agora, que não mais me és inédita, agora
Que compreendo que tal como te vira outrora
Nunca mais te verei;

Agora que de ti, por muito que me dês,
Já não me podes dar a impressão que me deste,
A primeira impressão que me fizeste,
Louco, talvez,

Tenho ciúme de quem não te conhece ainda
E, cedo ou tarde, te verá, pálida e linda pela primeira vez.

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