Em uma cidadezinha pacata.

By Antonio, 08/02/2010 12:40 pm

Desde que o lasier Martins foi eletrocutado pelas uvas eu não assistia a uma reportagem tão engraçada. Digna de um daqueles contos com reviravolta no final. Quem poderia adivinhar o que estava por tras do sossego daquela cidadezinha tão pacata.

http://www.youtube.com/watch?v=5LXEV9tshWQ

O pior filme de todos os tempos

By Antonio, 07/02/2010 4:55 pm

Sempre que eu recomendo algum filme, digo que ele está na minha lista dos “10 melhores”.  Já recomendei tantos filmes que minha lista dos melhores obviamente tem muito mais que dez.

Agora, se me perguntam qual o pior filme que já vi na minha vida tenho apenas uma resposta: A máquina do Tempo (2002).  Apesar de ser baseado em um clássico de H.G. Wells (que eu não li), não encontro palavras para descrever o quão grotesco esse filme é, portanto vou apenas me reduzir a fazer uma pequena sinopse para que vocês possam ter uma idéia do que eu estou falando:

“O filme começa em 1800 e qualquer coisa, com um homem que constrói uma máquina do tempo feita de madeira e ouro para evitar a morte de sua mulher. O filme termina em 800.000 D.C. (isso mesmo, oitocentos mil depois de Cristo) em um mundo dominado por elfos negros do subsolo, que controlam homens topeira e aterrorizam as tribos humanas sobreviventes, que por sua vez falam fluentemente inglês.”

Eu não estou inventando isso e o filme não é tão interessante ou divertido quanto a minha descrição possa parecer. Não veja.

Obs: Para todos os efeitos, não são considerados filmes nenhum pastelão estilo Todo Mundo em Pânico ou Epic Movie, nenhum filme dirigido por Uwe Boll ou cujo ator principal seja o Van Damme.

Calor

By Antonio, 03/02/2010 3:19 pm

“Porto Alegre registra sensação térmica de quase 44ºC”

Brigadianos

By Antonio, 26/01/2010 2:09 pm

Alunos do curso de formação de policiais assistem ao filme Avatar no RS

-Bah tchê, tivessem mandado a brigada, eles saim da árvore em dois toques.

Já me sinto mais seguro até.

Felicidade

By Antonio, 26/01/2010 1:13 pm

É impossível estar feliz o tempo todo.

Não tem! (customer experience em restaurantes)

By Antonio, 21/01/2010 10:30 pm

Um dos principais fatores responsáveis pela decepção é sem dúvida a expectativa que se tem em relação a algo. Se você vai assistir a um filme esperando que ele seja horrível e ele for razoável, você vai sair de lá com uma sensação de que “não foi tão ruim assim”.  Se você espera que um determinado blockbuster seja maravilhoso e no fim ele é apenas razoável, você irá sair do cinema decepcionado.

Fico impressionado, portanto, como uma grande quantidade de restaurantes não observa a disponibilidade de seus produtos em relação ao que consta em seus cardápios. Algumas pessoas demoram escolhendo  e  ponderando  durante algum tempo sobre os prós e contras , deixando para fazer o pedido  apenas quando satisfeitos com a escolha, ou seja, depois de criarem uma expectativa.

Nada é mais decepcionante do que ouvir do garçom: “ah, isso não tem mais”, “estamos em falta” ou “não servimos isso hoje”. Se o seu restaurante não é capaz de administrar o demand and supply, por favor, risque do cardápio os itens que você não está oferecendo ou peça para o garçom avisar antes de entregar o menu.

Decepção é uma péssima entrada.

Haiti N°2

By Antonio, 20/01/2010 11:19 am

Todas as atenções voltadas para o Haiti. O Brasil aproveita a coincidência de já estar com militares alojados a bastante tempo no país para tentar emergir dessa catástrofe como um grande herói e se projetar mundialmente. Quem sabe talvez  abandonando de uma vez por todas o estigma de ”um país em desenvolvimento”.

Algumas coisas me chamaram atenção após uma semana da catástrofe.

A primeira foi a incapacidade do Brasil de chamar, a responsabilidade das operações, para si. Tão logo a confusão se instalou na ilha,  uma população em pânico, dezenas de equipes de resgates de todo o mundo e  a violência correndo solta pelas ruas, as autoridades haitianas (até porque a essas alturas eu não sei dizer se existe governo) correram para as asas  dos Estados Unidos e pediram para que eles  controlassem o espaço aéreo de Porto Príncipe. A história terminou com uma briga de egos, Celso Amorim ligando para Hillary Clinton exigindo respeito.

Repercutiu também  os comentários dos  italianos sobre a aparente falta de experiência dos americanos em lidar com desastres. Os italianos chamam os americanos de incompetentes ao mesmo tempo que não mobilizaram ninguém para se envolver na catástrofe. Vale uma lida no blog do Leandro Demori e nos comentarios deixados lá.

A impressão que eu tenho é que junto com a vontade de ajudar e salvar vidas, corre concomitantemente uma batalha midiática onde algumas pessoas, na forma de alguns governos, estão bastante preocupados em usar o Haiti como um palanque para se promover.

E  para terminar, a mídia, no caso os jornalistas e fotógrafos. Essa discussão se repete sempre  que um desastre acontece, o que fazer: ajudar ou fotografar.

Eu sei que o trabalho deles é documentar e o dos médicos é salvar vidas. A questão é como são empregados os recursos, tanto o material ou seja, tudo aquilo que eles consomem e o espaço que eles ocupam ,quanto o recurso humano em si, na forma dos próprios jornalistas que podiam estar empregando sua energia salvando vidas e não agindo como paparazzis atrás de uma foto premiada.

Entendo que a divulgação de fotos e as matérias que as acompanham são capazes, de muitas vezes, comoverem  o mundo e gerar simpatia, em forma de doações e ainda mais recursos provenientes da audiência das midias. Mesmo assim não deixa de ser revoltante ver uma pessoa no chão, enquanto  dez pessoas saudáveis se empuleram para bater uma foto.

Para fechar, fica a imagem do cruzeiro americano Independence of the Seas da Royal Caribbean que apesar de tudo não achou necessário cancelar seu roteiro de viagem e atracou em um Haiti destruiído, cheio de turistas pronto para um churrasco e uma margarita, dias após o terremoto.

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