As três maiores negociações salariais da história moderna.
Negociando o DOS
IBM – Nós não temos o dinheiro que você está pedindo.
Bill Gates – Hmm, tudo bem, eu faço por menos desde que eu tenha direito exclusivo sobre a venda de softwares para o sistema operacional.
IBM – Negócio fechado, afinal ninguém compra softwares mesmo.
Negociando Star Wars
Fox – Nós não temos o dinheiro que você está pedindo.
George Lucas – Hmm, tudo bem, eu faço por menos desde que eu tenha direito exclusivo sobre a venda de merchandising da série.
Fox – Negócio fechado, afinal ninguém compra bonequinhos mesmo.
Negociando Batmam
Warner – Nós não temos o dinheiro que você está pedindo.
Jack Nicholson– Hmm, tudo bem, eu faço por menos desde que eu receba uma fatia da bilheteria.
Warner – Negócio fechado, afinal ninguém vê filme de super-heróis mesmo.
MANIFESTO: BULLYING CONTRA O MIMIMI
Por Munuzus (gênio):
Mimimi é o hábito de reclamar de algo que não tem solução para quem não tem nada a ver com problema. Exemplo clássico: reclamar do tempo no twitter.
Todos concordamos que é um costume chato demais, e por isso mesmo que não escrevo para reclamar, escrevo para propor uma solução.
Assim peço 5 minutos da atenção do leitor para mostrar uma abordagem científica de como resolver esse problema. Vamos a ela:
Um dos pilares da política de “tolerância zero” que revolucionou a segurança pública na cidade de Nova Iorque se baseou na Teoria dos Jogos. Segundo ela, sempre haverá uma parcela da população disposta a ser criminosa, mesmo que o risco seja muito alto, e que precisamos aceitar isto como parte de nossas vidas em comunidade.
A abordagem ao problema deve ser aumentar sempre o risco desta aposta para se tornar um criminoso, diminuindo a chance dele se dar bem. Assim, essa parcela de ilegalidade tende a ser menor. Isso se faz de duas formas: mostrando eficiência no mecanismo de punição (dai o nome tolerância zero) e diminuindo a violência cotidiana da vida das pessoas.
Estas atitudes aumentam o abismo entre a sociedade legal e ilegal, assim o degrau de violência que o criminoso tem que subir para entrar na vida do crime se torna maior, e menos gente se arrisca nele.
Já se respondermos fogo com fogo, nos tornaremos uma sociedade mais agressiva (grades, muros, guardas armados nas esquinas) estaremos aumentando o índice geral de violência na vida de todos os cidadãos, e diminuindo o abismo de risco entre quem vive no crime e quem não vive nele. Assim, esse degrau do risco que o marginal precisa subir é menor. Já viu isso em algum lugar? Brasil né.
Agora vamos supor que nosso crime é o mimimi. Aliás, supor nada, mimimi é um crime que infelizmente não podemos punir com morte quem faz. Reclamar do mimimi só nos torna uma sociedade com índice de mimimi maior, mais tolerante ao mimimi e aumenta a tendência que mais pessoas “normais” passem a engrossar as filas dos rabugentos.
Mas como reagir, então?
Ora, com o grande formador de caracter da sociedade ocidental. A punição não física mais temida por qualquer um. O tão perseguido Bullying.
Minha sugestão é simples e embaçada: se encontrar alguém reclamando de algo sem cabimento, bullying nela. De forma pública. Não se deixe influenciar por essas campanhas. Ninguém mais é criança para ficar choramingando por ai.
Por isso conclamo. Faça sua parte. Reclamar não. Agir sim! Gangsta don’t mimimi! Bullying vs Mimimi! A ciência está do nosso lado.
Gostaria de fazer duas considerações:
1) Eu fiz muito MIMIMI com o fim das funções sociais do Reader. Em minha opinião um dos movimentos mais idiotas do Google na tentativa de dar sentido ao Google+. Basicamente eles pararam de servir cerveja em uma festa na esperança que todo mundo fosse para outra. Fracassará.
2) Farei uma camiseta escrito: Gangsta don’t mimimi!
Sonegando até a morte
Ontem à noite jantei em um famoso estabelecimento de Porto Alegre. Na hora de pagar, minha conta fechou em 80 reais. Fui ao caixa e paguei com o cartão de crédito. Na minha nota veio escrito algo mais ou menos assim:
Duas cervejas = 10 reais
Valor pago= 80 reais
Troco = 70 reais.
Obviamente não recebi nenhum troco, pois eu paguei exatamente quanto consumi: 80 reais. Não houve nenhum “erro” por parte do caixa (que por sinal eu sei que é um dos donos do estabelecimento): foi um ato premeditado de sonegação fiscal.
Antes de tudo gostaria de deixar claro que não aprovo os ridicularmente altos e variados impostos brasileiros. Sou libertário e acredito em um governo mínimo que se abstenha ao máximo de legislar e deixe que o mercado se governe sozinho. Porém quando se estabelece regras ou elas são respeitadas ou revogadas.
Manobras de evasão fiscal prejudicam todos de duas maneiras bem claras:
1) Menos dinheiro é recolhido e revertido no bem estar social da comunidade (quando não é roubado pelos políticos, obviamente).
2) A competição justa com outros estabelecimentos é ferida, na medida em que, ao se privar de contribuir, os estabelecimentos que sonegam tem mais dinheiro em caixa, mais lucro para reinvestir no seu negócio e uma vantagem competitiva gigantesca sob aqueles que respeitam a lei.
Esse caso específico me chamou atenção e me deixou especialmente irritado, pois o estabelecimento me tornou cúmplice da mentira. A grande maioria dos restaurantes simplesmente não emite nota fiscal nenhuma (a não ser o mínimo para enganar o leão). Ao não receber uma nota e me esquecer de cobrar eu participo passivamente em uma omissão fraudulenta. Só que dessa vez fui envolvido ativamente em uma mentira.
Isso me irritou profundamente como consumidor, de maneira que vou formalizar uma denúncia e a partir de agora prestar mais atenção nas notas que recebo ou não nos estabelecimentos.
Protestos e Revoluções
Esse movimento de Occuppy Wallstreet que começou no centro financeiro de Nova York e se espalhou por várias outras localidades me motivou a escrever esse post. A ideia é classificar o que eu entendo serem os diferentes tipos de protestos:
Por Poder
O mais terrível de todos, mas às vezes um mal necessário. O objetivo é simples: definir quem manda. O que vai determinar se o resultado será positivo ou não é basicamente a nova mão para qual o bastão irá passar.
A África com suas constantes guerras civis tem dezenas de exemplos de fracasso, onde o povo vai as ruas e simplesmente troca um ditador por outro. No Irã de 1979 o povo trocou uma monarquia autocrática por uma teocracia, para melhor ou pior. Se em algum momento o objetivo foi liberdade para o povo isso certamente não foi alcançado.
Para citar algumas revoluções bem sucedidas podemos começar pela Índia de Ganhdi, que através da desobediência civil e protestos pacíficos ajudou a tirar de vez os ingleses das terras do oriente.
Outro bom exemplo é a África do Sul, que conseguiu transacionar de uma terra dividida pelo apartheid a uma democracia governada pelo Morgan Freeman.
O futuro de outros protestos que se tornaram revoluções só o tempo dirá: o que será de Egito e Líbia?
No Brasil o povo foi às ruas para tirar os militares do poder e restaurar a democracia. Mas como diz o subtítulo, esses são protestos por poder, de maneira que os mesmos jovens que lideraram essa revolução ocupam hoje cadeiras no legislativo e executivo. O poder revela as pessoas, e muitos dos que antes lutaram pelo bem coletivo, são os primeiros a enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria.
Por Direitos e liberdades
O melhor exemplo é sem dúvida as marchas contra segregação negra nos Estados Unidos (lideradas, entre outros, por Martin Luther King e Malcon X) e os movimentos Gays na Califórnia. Ambos os movimentos reforçaram a democracia dos EUA e reverteram leis preconceituosas. Depois de vencida essa etapa esse tipo de protesto migra para protestos de conscientização (como a Parada Gay de São Paulo).
Atualmente vemos, ainda que tímida, a marcha da maconha tomando forma, na busca de liberdade para os usuários.
Por conscientização
Esse tipo de protesto acontece para todo tipo de causa, já que cada grupo quer espalhar seu ponto de vista para o mundo. Em uma ponta do espectro temos a paraday gay e no outro a Igreja Batista de Westboro que faz protestos em enterros de militares americanos com placas escritas: “Deus odeia os viados”, “Obrigado pela Aids”. Muitas igrejas e congregações fazem todo tipo de marcha para pregar suas crenças e valores.
Por frustração
Esse tipo de protesto pode acontecer por vários motivos, mas o que todos eles têm em comum é o fato de em geral trazerem a tona problemas e reinvindicações, mas não apresentarem claramente nenhuma proposta ou solução.
Esse, a meu ver, é o caso do Ocuppy Wallstreet. Não existe ali uma posição unânime, as pessoas estão reclamando de todo tipo de coisas (eu vi placas contra os Ilumminati e a favor de espécies em extinção) e não sabem exatamente o que querem.
Anti-protestos
Geralmente é um protesto contra outro protesto. Durante minha viagem a Europa eu passei por Varsóvia (capital da Polônia) bem no dia de uma parada gay. Enquanto ela acontecia de um lado da rua, do outro (em uma quantidade infinitamente menor) várias pessoas seguravam cartazes contra homossexuais.
O meu anti-protesto favorito é organizado pela Igreja do Monstro do Spagueti Voador, para avacalhar a pregação homofóbica da Igreja Batista de Westboro: eles simplesmente se infiltram no meio do protesto com cartazes dizendo todo tipo de besteira possível, transformando em piada a passeata da oposição
Emprego dos sonhos
Trabalhei durante alguns anos em uma multinacional americana e agora trabalho em uma agência de publicidade local. Gosto do que faço e acho que sou muito bom.
Porém se me perguntassem qual é o trabalho dos meus sonhos minha resposta seria um tanto quanto esquisita. Se pudesse desejar algo e magicamente estar empregado, minhas escolhas seriam as seguintes:
1) Fotografo da National Geographic.
Assinei a revista durante anos, tenho até uma carteirinha. Adoro as reportagens e fico maravilhado com as fotos, mas realmente não tenho ideia de como é o dia a dia dos funcionários. Na verdade nem quero saber, se é o trabalho dos meus sonhos que seja então o que habita meu imaginário: viajar o mundo batendo fotos, conhecendo histórias maravilhosas e no fim compartilhando com o mundo.
2) Lutador na WWE.
Sim, luta livre marmelada, o bom e velho Telecatch americano. O auge do entretenimento fútil, o pão e circo (sem pão). Sabe quando você é criança e brinca de lutinha com seus amigos? Igual, mas com um estádio lotado e um giro de milhões de dólares. Puro storytelling em movimento.
3) Lenhador
Sou o tipo de pessoa que gosta de ver as coisas acontecerem. Fazer > Falar. Acho que nada emana mais esse sentimento do que olhar para um lindo descampado e dizer: semana passada isso era uma floresta, hoje é um monte de papel. Dia a dia você vai avançando e tomando atitude, nada fica entre você e seu objetivo.
4) Mergulhador
5) Especialista em controle de protestos/saques/revoltas
























